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Mel de Ortigueira ? tema de congresso internacional de apicultura

Terça-feira, 31 de maio de 2011

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Dois resumos sobre a produ??o do mel em Ortigueira, munic?pio do norte do Paran?, ser?o apresentados durante o 42? Congresso Internacional de Apicultura - Apimondia 2011. O evento ser? realizado em setembro na Sociedad Argentina de Apicultores, em Buenos Aires, capital da Argentina e reunir? mais de 10 mil participantes de 70 pa?ses. Os resumos s?o resultados parciais de uma pesquisa de an?lise da qualidade do mel ortigueirense. O estudo est? sendo desenvolvido pela Secretaria da Ci?ncia, Tecnologia e Ensino Superior do Paran? (SETI), Instituto Agron?mico do Paran? (Iapar) e Universidade Tecnol?gica Federal do Paran? (UFTPR), com a participa??o do Sebrae/PR. Os produtores que fazem parte da Associa??o de Produtores de Mel de Ortigueira (Apomel) forneceram as amostras para a realiza??o da pesquisa, que tem como objetivo caracterizar o mel produzido na regi?o, de acordo com suas caracter?sticas f?sico-qu?micas, microbiol?gicas e sensoriais. O projeto envolveu 45 produtores do munic?pio. Maria Br?gida dos Santos Scholz, pesquisadora do Iapar que coordena o projeto, explica que dados parciais demonstram que a cor clara ? uma peculiaridade do mel produzido em Ortigueira. Das 62 amostras analisadas, 56 (que representam 90%) est?o acima da colora??o ?mbar claro. Entre as 56 amostras, 39 apresentam uma colora??o extra-branco. ?Essa caracter?stica, que tem rela??o com a florada da regi?o, deve aumentar o interesse de exportadores europeus, que valorizam o mel claro?, diz. Segundo Maria Br?gida, o mel produzido em Ortigueira ? conhecido como um dos melhores do Brasil. Contudo, at? ent?o, n?o havia nenhuma comprova??o cient?fica. ?At? agora, haviam sido realizados apenas alguns estudos pontuais, como disserta?es de Mestrado. A publica??o de um artigo no congresso mais importante do setor ir? validar a qualidade do mel e atrair compradores. Em apenas um ano, conseguimos aprovar o projeto, adquirir equipamentos e reagentes, coletar e analisar as amostras. A publica??o de um artigo num espa?o t?o curto mostra que nossa pesquisa ? relevante e que estamos no caminho certo?, argumenta. Maria Br?gida relata ainda que o estudo utilizou 70% dos recursos financeiros concedidos pela SETI e que as demais an?lises ainda n?o foram conclu?das. No final do estudo, a fama de mel saboroso ter? comprova??o cient?fica. ?O produto ser? vendido como uma iguaria caracter?stica da regi?o.? Interfer?ncia no mercado Para os produtores de mel, a pesquisa tamb?m possui relev?ncia. Eles receber?o o resultado da an?lise das amostras e poder?o perceber os pontos positivos e as falhas do produto, melhorando ainda mais o processo de produ??o. O relat?rio apresenta uma tabela comparativa entre os valores referencias de qualidade e o valor de cada amostra individual. De acordo com o consultor do Sebrae/PR, Fabr?cio Pires Bianchi, a notoriedade cient?fica e a identifica??o do produto viabilizar?o o processo para a obten??o da Indica??o Geogr?fica (I.G.) do mel produzido em Ortigueira. A I.G. ? concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). ?Estamos trabalhando em todos os itens exigidos pelo INPI para receber a indica??o de proced?ncia do mel produzido em Ortigueira e arredores. A I.G. certifica o grau de qualidade do produto e aumenta o valor agregado. Isso significa que o valor da venda do mel ortigueirense ser? maior, aumentando a renda das fam?lias produtoras?, relata. Heverson Feliciano, gerente da Regional Norte do Sebrae/PR, acredita que o projeto ? in?dito e que refletir? na competitividade dos produtores. ?N?o existia nenhum controle na produ??o do mel e as condi?es diferenciadas, comprovadas pela pesquisa, tornam o produto peculiar, o que interfere no pre?o da venda. A comunidade e o mercado ser?o beneficiados?, afirma.

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